Mental masturbation into a string of unordered characters.
Tuesday, June 16, 2009
As meninas da electrónica soft, dos riffs loopados, dos loops riffados, e, ocasionalmente, da música de cozinhar estão de volta.
"Still Night, Still Light", talvez um título a antever as noites cheias de luz que se podem apreciar nas latitudes mais a Norte por estas alturas de equinócio solar.
"Still Night, Still Light" não vem decepcionar quem já gostou dos álbuns anteriores. Trás novamente composições de dois coros simultâneos, o das teclas e o das vozes. Os temas continuam também a oscilar entre uma felicidade contida mas bem vincada e uma nostalgia permanente. Alguns temas são mais naturais e soam mais acústicos que nunca, é disso exemplo a doce e curta "Take me as I am". Em "Tell Me" começam com um intro longo, instrumental, minimal, que cresce para ter um ritmo electrónico e para um refrão melódico. Igualmente de forma progressiva é introduzida a voz que narra uma utopia. Fá-lo com uma cadência em espiral que prepara um final em crescendo instrumental: muito agradável. Os longos intros repetem-se noutros temas: "The Last One" e "Trace a Line", mas nestes casos com uma melodia mais virada para o lado nostálgico.
Para que possam ouvir por vocês mesmos aqui fica um cheirinho (quase completo) do Still Night, Still Light:
E para não quebrar com a já instaurada tradição aqui da casa, e à falta de video-clips, ficam também não um mas dois live-clips do youtube:
Gosto particularmente da câmara tipo fish-eye deste segundo clip, faz-me lembrar algumas lomos. Também gostei da percursão natural que usam ao vivo, isso é já uma mudança que este novo álbum veio trazer às suas prestações.
Monday, June 15, 2009
A saga do bilhete para Coco Rosie
Pois é, ontem já tarde, ia eu pegar nuns trabalhos que trouxe de férias, naturalmente relegados para os últimos minutos, lembrei-me de ver se faltava muito tempo para os próximos concertos.
Pois bem, foi assim que me deparei com menos de uma semana para o primeiro, Coco Rosie no CCB e com o segundo, de Yann Tiersen, já praticamente esgotado. Como ainda tinha lugares decentes para as Coco Rosie, mas poucos, decidi comprar o bilhete online, na Ticketline.
Como sempre usei o MBNet para fazer o pagamento (não tenho dinheiro, nem paciência, para estar a suportar um cartão de crédito "real" com anuidades...).
Primeira tentativa: erro: "/"... nada de bilhete e o valor tinha sido debitado do cartao.
Bem, nisto vou de sacar de um email de reclamação. A resposta prevista: "Iremos devolver o valor, não registamos a sua compra. Tente de novo.".
Segunda tentativa: erro: "/", novamente bem vermelho e novamente o valor debitado do cartão. Novo email de reclamação ("nem nos anos 90 os sites de comércio electrónico tinham este tipo de azelhices... não volto a comprar no vosso site.").
Ainda estou para ver as devoluções.
Quanto ao concerto, acabei por ter de ir a uma fnac comprar o bilhete, sem comissões, e já agora 3 eur mais barato, porque já não havia lugares de jeito na 1ª plateia.. Agora espera-se que o concerto valha a pena ;)
Saturday, June 06, 2009
É preciso ouvir e agir! Ontem, dia 5 de Junho, foi lançando mundialmente e gratuitamente um dos melhores documentários desta década. I'm speachless! We need to make our Home survive.
(No post original o embed do filme não estava bem feito, o Youtube n está a permitir embeds externos para este filme, mas vejam-no no Youtube)
Thursday, June 04, 2009
Satiemania, by Zdenkó Gasparovich (1978)
This is one special animation that was particullarly pleasing for me:
The drawings for the mid-section of the animation remind me of late 19th century painters like Henri Toulouse Lautrec. This fits perfectly with Erik Satie's contemporary melodies.
Tuesday, June 02, 2009
Muitoooo Nick Drake (e alguma Vashti Bunyan)
Friday, May 29, 2009
I really hate Hello Kitty. I think that any appreciation for this figure shows a tremendous lack of personality and extreme shallowness. It's good that I'm not the only one thinking this away.
Monday, May 25, 2009
Pela primeira vez entrei no Teatro da Luz para assistir a algo de realmente interessante: um concerto da "família" Kimya Dawson. Sem espectativas especialmente delineadas, contava apenas com a voz e guitarra melódica e com algunas surpresas pelos elementos masculinos da alegre e numerosa "família".
A surpresa Karl Blau foi de facto a mais impactante da noite. Um senhor alto q.b., com voz a condizer, transbordante pela pequena sala do teatro, e com uma imaginação e espontaneidade absurdas e contagiantes. O reportório foi cantado e tocado de forma acústica, com muita afinação, boa disposição e interacção com o público, que claramente adorava participar nestes números de folk espontâneo e improvisado.
Já o Sr. Angelo Spencer foi o primeiro a ligar amplificadores. Mostrou ser um exímio interprete multi-instrumental por detrás da bateria (timbalão e pratos), de uma guitarra muito bem explorada e de uma voz, por vezes tímida, mas ainda assim interessante.
Com a Kimya Dawson a doçura, irreverência e uma grande dose de humor instalaram-se em peso no palco. Depois, noite fora, foi um navegar por temas igualmente doces, irreverentes e cómicos. A doçura da voz, a guitarra ritmada, a expressão apaixonada, a conversa próxima, sincera e a linguagem corporal, tudo contribuiu para criar um ambiente mágico. A presença das crianças, em particular a filha dela (Panda), contribuiu na doçura mas suspeito que venha também a contribuir na irreverência dentro em breve ;)
Foi uma noite de longe melhor do que qualquer expectativa que poderia ter. De uma intimidade fantástica com um mundo que me deixou apaixonado e feliz.
Só fiquei mais uma vez com aquela ideia de que todos os músicos dizem que o "nosso" país é o melhor, independentemente de onde estejam... Se bem que a ideia foi muito reforçada pelos três, pareceu-me sincera e foi complementada com críticas à rigidez dos ingleses e ao fascismo de Sarcozi e de quão bem encaixava na altivez das "senhoras" francesas, em contraste com as portuguesas, mais próximas de uma sloppyness Kimyana.
Já o rapaz do fato e gravata e do assobio de pássaro que actuou também ontem e hoje no S. Jorge trouxe outros ares aos ouvidos de Lisboa. Muito repetitivo na fórmula usada ao vivo, usa-se de recortes sonoros, tocados ao vivo e depois repetidos como samples. É desta forma que Andrew Bird talha melodias complexas usando apenas um violino e bastante agilidade. Fazendo-se usar da repetição temporal das mesmas só para as cortar abruptamente para solos de guitarra ou versos que retratam o seu curioso imaginário.
Um momento em particular ficou marcado em mim, muito desejado desde há mais de um ano, foi trazido por uma versão diferente mas completamente aceitável da "A Nervous Tic Motion of the Head to the left". Nesta peça os elementos e a forma de talhar as músicas, que por vezes me pareciam repetitivos, tomaram uma forma extremamente coesa e potentosa. A execução foi mais do que exemplar, culminando em momentos de puro prazer auditivo e sensorial.
Mais uma vez os bons concertos acontecem em dias imediatamente seguidos como em Novembro com os Ra Ra Riot e os Sigur Rós.